Autoridades brasileiras apreendem US $ 33 milhões em investigação de lavagem de dinheiro vinculada a trocas de criptomoedas

brasileiro

As autoridades brasileiras apreenderam US $ 33 milhões vinculados a uma investigação de lavagem de dinheiro envolvendo bolsas de criptomoedas. A operação, batizada de “Operação de Câmbio” pela polícia brasileira, envolveu seis mandados de busca e apreensão em diferentes localidades do país. Essas buscas foram direcionadas para encontrar empresas de fachada que usavam trocas de criptomoedas para supostos fins de lavagem de dinheiro.

Polícia brasileira apreende US $ 33 milhões em investigação de lavagem de dinheiro

As autoridades brasileiras apreenderam US $ 33 milhões pertencentes a empresas de fachada que, de acordo com relatórios da polícia brasileira, usavam criptomoedas para fins de lavagem de dinheiro. A Justiça brasileira emitiu seis mandados de busca e apreensão em imóveis vinculados a essas empresas de fachada localizadas em Diadema e na Capital. Essas ordens resultaram em bloqueios de contas diferentes de duas pessoas físicas e 17 pessoas jurídicas.

As investigações descobriram que várias empresas transacionavam grandes quantias de fundos entre si como forma de enganar as autoridades e, então, usaram uma corretora de criptografia para transformar esses fundos em ativos de criptomoeda que não podem ser vinculados à sua fonte original. Algumas dessas bolsas só funcionam com o apoio dessas empresas de fachada, de acordo com relatório da polícia brasileira.

relatório oficial também afirma que este corretor específico transacionou grandes quantias de dinheiro com pelo menos 14 empresas que são classificadas como empresas fictícias ou de fachada. No entanto, as autoridades não forneceram os nomes das bolsas ou das empresas de fachada envolvidas na investigação.

Suspeita de trocas

A polícia acredita que as corretoras sondadas, que não exigem as verificações KYC mínimas de seus clientes e não fazem investigações sobre a origem dos fundos transacionados, estão operando em conjunto com essas empresas de fachada para canalizar fundos do mercado negro em criptomoedas para obter lucros. A polícia brasileira afirmou que essas operações são:

destina-se ao envio de dinheiro para empresas no exterior com posterior repatriação por meio de simulação de operações de venda ou prestação de serviços

As autoridades brasileiras foram rápidas em reagir a esse tipo de crime envolvendo ativos e trocas de criptomoedas. Esta é a segunda operação relacionada à criptomoeda que as autoridades brasileiras realizam em menos de um mês. A Polícia Federal prendeu Claudio Oliveira, conhecido como o “Rei do Bitcoin” no Brasil por sua suposta participação em uma fraude de $ 300 milhões. Sua troca falsificou um hack que deixou cerca de 7.000 clientes afetados, de acordo com a investigação policial em andamento.